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ANUCIOS

terça-feira, 24 de abril de 2018

Banana as plantas curam



BENEFÍCIOS DA BANANA

Musa cavendishi, Musa paradisiaca e Musa sapientun

A bananeira também possui muitas propriedades medicinais, além de excelente alimento, uma das principais propriedades é combater diarreias.

Descrição : Planta da família das musaseae, também conhecida como pacova, pacova grande e pacovoeira

É considerada uma erva gigante e seu caule é um rizoma subterrâneo. A parte aérea é constituída quase que exclusivamente de folhas cujas bainhas superpostas formam um pseudocaule.

Por dentro, o pseudo caule é percorrido por um eixo que representa o pedúnculo da inflorescência, que é complexa, pois na metade as flores são híbridas.

Na extremidade somente são masculinas e na parte basilar femininas, que vão constituir o cacho de fruto que, de acordo com a variedade cultivada, não tem sementes.

A banana maçã é a mais apreciada em razão do seu sabor doce e agradável e o aroma lembra uma maçã.

Apresenta concreções na parte carnosa que se torna endurecida, o que a desvaloriza. A banana nanica é de pouco crescimento, mas de grande produção e frutos maiores, com cachos de cerca de 50 bananas cada, sendo a mais rendosa.

O fruto da banana ouro é pequeno, e a polpa branco creme ou amarelo-ouro, ela é doce e perfumada. Tem a casca muito fina o que torna um empecilho para a exportação.

A banana prata tem a polpa branca brilhante na periferia e creme claro no centro, sendo a casca fina e amarela, quando madura.

O cacho contêm de 6 a 8 pencas de 50 a 90 frutos, pentaquinados e de extremidades pontudas. a banana figo, também denominada banana marmelo, é um fruto grosso, com polpa doce e macia, de cor creme pálida, muito saborosa quando madura. a casca e grossa.

Partes utilizadas : Pseudo caule, flor e frutos.

Habitat: De origem indiana, foi levada para a África e de lá trazida para as Américas Central e do Sul.

História: Seu nome banana, comum em todo o mundo, pois a fruta é muito apreciada, é de origem africana, da Guiné.

Modo de Conservar : O caule, a flor e o fruto devem ser utilizados frescos. Pode também ser utilizado o pó da polpa do fruto, que deve ser seco ao sol e armazenado em vidros bem vedados. Para esse fim, esquente ligeiramente no fogo uma banana nanica verde com a casca.

Retire em seguida a casca e corte a polpa da banana em rodelas finas, usando uma faca de aço inoxidável ou de bambu. Deixe as rodelas secando ao sol ( não pode tomar chuva ), durante uma semana. Triture em um pilão as rodelas secas, para transformar em pó grosseiro.

Origem : Índia e foi introduzida na África e Américas pelos colonizadores.

Indicação e utilização: Úlceras da pele; dermatites; queimaduras de sol, coloque em um recipiente de louça, vidro ou porcelana a polpa de 1/2 banana nanica madura ou verde, e de uma fatia da polpa branca da babosa fresca. Amasse bem até formar uma pasta homogênea. Aplique a pasta no local afetado. deixe agir por uma hora e, em seguida, lave com água fria.

diarreia - Coloque uma colher de sopa de grão de arroz em 1 xícara de chá de água. Cozinhe até amolecer o arroz. Coe e acrescente ao líquido obtido 1 colher de sobremesas de pó de polpa de banana e adoce, se quiser. Tome toda vez que for ao banheiro. Para crianças somente meia dose.

Feridas e escarras - Corte rente ao chão o caule da bananeira ( nanica ). Escave um buraco no local cortado, acrescente açúcar cristal e cubra com plástico ou papel manteiga. deixe em repouso por uma noite. No dia seguinte, retire o líquido xaroposo formado e aplique no local afetado, sob a forma de compressa, 2 vezes ao dia. Deixe agir por 15 minutos e em seguida, lave com água fria.

Fraqueza pulmonar; resfriados; tosse crônica; tosse de fumante; bronquite crônica - coloque 6 flores de bananeira em 1 xícara de café de água. leve ao fogo e ferva por 5 minutos. Coe a acrescente 2 xícaras de café de açúcar cristal. Volte novamente ao fogo até dissolver o açúcar. tome 1 colher de sopa, de 2 a 3 vezes ao dia. Para crianças dar somente metade da dose. O seu consumo deve ser rápido, por não conter conservantes.

Uso pediátrico: As mesmas indicações Uso na gestação e na amamentação: Planta segura, alimento, não tem contraindicações. Contraindicações: Planta segura, alimento, não tem contraindicações.

Princípios Ativos : Glicose; frutose; sacarose; amido; proteínas; vitaminas; sais minerais; taninos .

Contraindicações/cuidados: Planta segura, alimento, mas pelo seu alto teor de açúcar deve ser evitada por diabéticos.



Farmacologia: Tanto a espécie paradisíaca (geralmente chamadas bananas - comidas cruas maduras) quanto à espécie plantain (geralmente um nome composto: banana-da-terra, banana-figo - comidas cozidas) tem mais valor alimentar que medicinal. E, fato desconhecido para muita gente, o fruto verde tem mais aproveitamento como alimento que o maduro

Posologia:

Adultos: O fruto bem maduro, consumido ao natural para afecções gástricas e renais. Comidas em jejum, para constipação intestinal. E comidos assados para as pneumonias e como energético. O pó da polpa de banana, misturado com 1 xícara do caldo de cozimento de arroz funcionará como adstringente nas diarreias. A seiva que escorre dos cortes feitos no pseudocaule deverá ser aplicada sobre a pele, 2 X ao dia, para a cicatrização de úlceras rebeldes e, também ingerida na quantidade de 1 colher de sopa até 4 X ao dia para a tuberculose pulmonar.

A mesma seiva diluída em água a 50% será usada em compressas para hemorroidas. A face interna da casca fresca do fruto deve ser colocada sobre a pele 2 a 3 X ao dia para as queimaduras, ferimentos traumatismos e nevralgias. Da flor da bananeira, ou coração, se obtém um xarope frio, que deve ser mantido refrigerado, para as afecções pulmonares, com excelentes resultados: 1 coração fatiado, coberto por 1 xícara de chá de açúcar mascavo deixado macerar por 1 noite. O líquido resultante, coado deverá ser usado na quantidade de 1 colher de sopa até 4 X ao dia.

Crianças: 1/3 a 1/2 da dose.





sábado, 21 de abril de 2018

Conservação de Hortaliças




Cada espécie de hortaliça tem a época ideal para colheita (Figuras 1, 2, 3 e 4). Em geral, quando colhida antes do completo desenvolvimento, a hortaliça apresenta-se tenra, mas sem sabor. Por outro lado, quando colhida tardiamente torna-se fibrosa, com sabor alterado, florescida ou com rachaduras. É importante destacar que vários trabalhos de pesquisa comprovam que as hortaliças produzidas no sistema de produção orgânico, se conservam por mais tempo e, o melhor, apresentam qualidade nutricional superior e sem risco de contaminação por agrotóxicos, fertilizantes químicos e outras substâncias prejudiciais à saúde humana e ao meio ambiente.



 Figura 1. Ponto ideal para colheita de rabanete (à direita)



Figura 2. Ponto ideal para colheita de couve-brócolis (à direita)




Figura 3. Ponto ideal para colheita de couve-flor




Figura 4. Plantas de cebola em ponto de colheita (plantas tombadas ou na fase de estalo).



    O horário da colheita também é importante, por isso recomenda-se pela manhã ou ao final da tarde, pois o calor causa perda de umidade e aumenta a perecibilidade das hortaliças. Preferencialmente, deve-se colher em dias secos, pois o excesso de umidade favorece o apodrecimento.
   O período de conservação natural das hortaliças varia conforme as espécies, variedades e os cuidados na condução da horta, na colheita e após a colheita. Quando as hortaliças são colhidas, elas continuam vivas (respiram e transpiram) e suas transformações químicas naturais continuam a ocorrer. De todos os processos metabólicos que ocorrem nas hortaliças após a colheita, a respiração é o mais importante e pode ser afetado por fatores próprios da planta (internos) ou do ambiente (externos).
    De modo geral, quando guardadas em local limpo e arejado, longe de produtos de limpeza e protegido da luz direta, as hortaliças permanecem com boa qualidade por vários dias e, até meses. A batatinha fica esverdeada na presença de luz artificial e natural devido ao acúmulo de solanina, substância tóxica que pode causar diarréia nas pessoas.
  É importante lembrar também que algumas hortaliças são sensíveis ao gás etileno provenientes de motores a combustão e de frutos climatéricos. A produção de etileno, um hormônio de maturação e envelhecimento de vegetais, ocorre naturalmente durante a fase de amadurecimento dos frutos, principalmente dos climatéricos. Os frutos climatéricos são aqueles que, logo após o início da maturação, apresentam rápido aumento na intensidade respiratória e, por isso, têm a capacidade de amadurecer depois da colheita. O tomate, a goiaba, a manga, o mamão, o caqui e, especialmente, a maçã, o maracujá e a banana são exemplos de frutos climatéricos. Em função disso, não se recomenda armazenar cenoura, vagem, pepino e beringela juntamente com os frutos climatéricos em caixas ou em armários fechados. Para retardar a maturação e o envelhecimento e aumentar o período de conservação, frutas e hortaliças climatéricas devem ser colhidas ainda verdes, a partir do momento em que atingem o ponto de maturação. Alguns exemplos de conservação de hortaliças em ambientes naturais e, em geladeira, estão descritos a seguir:
 .Hortaliças-folhosas: alface, couve e repolho
    A alface é uma das hortaliças que se estraga mais rapidamente. Fora da geladeira deve ser mantida com a parte de baixo dentro de uma vasilha com água ou dentro de saco de plástico aberto, em local bem fresco, por até 1 dia. A alface, quando conservada em geladeira, deve ser mantida em saco de plástico ou em uma vasilha de plástico tampada, retirando-se as folhas de acordo com a necessidade de consumo. Nesta condição, a alface pode ser mantida por 3 a 4 dias. A couve é uma hortaliça que se conserva por pouco tempo, murchando e amarelecendo rapidamente. Em condição ambiente, deve ser mantida com os talos dentro de uma vasilha com água ou dentro de saco de plástico aberto, em local bem fresco, por até um dia. Quando conservada em geladeira, inteira ou picada, deve ser mantida em saco de plástico fechado ou em vasilha de plástico tampada, conservando-se por até uma semana, quando inteira ou por três dias, quando picada. O repolho quando mantido em condição ambiente, conserva-se por menos de 1 semana, murchando primeiramente as folhas externas. Sob refrigeração pode ser mantido por várias semanas, desde que colocado dentro de sacos de plástico. Quando picado, deve obrigatoriamente ser mantido embalado ou em vasilha tampada na geladeira, conservando-se por até 5 dias. 

.Hortaliças-flores: couve-flor e brócolis
    A couve-flor se estraga rapidamente por isto compre somente a quantidade necessária ao consumo para utilização imediata. Na geladeira pode ser conservada por 3 a 5 dias sem grande perda de qualidade, dentro de saco de plástico perfurado. Antes de guardar, remova as partes escuras e folhas, mas não lave a cabeça. O brócoli é uma das hortaliças de menor durabilidade, amarelecendo e murchando rapidamente. Em condição ambiente, deve ser comercializado e consumido no dia da compra. Em geladeira doméstica, pode ser mantido por até 4 dias, dentro de saco de plástico perfurado na parte de cima da geladeira, próximo ao congelador.

.Hortaliças-frutos: Pimentão, pepino, chuchu, tomate, melão, melancia,abóbora, moranga e milho-verde
   Os frutos de pimentão podem ser conservados em condição natural, em local fresco, por 2 a 4 dias. Em geladeira doméstica podem ser mantidos por mais de 1 semana, quando embalados em sacos plásticos perfurados e colocados na parte inferior. O amadurecimento é acelerado quando os frutos são mantidos em condições naturais. O pepino se estraga rapidamente se mantido em condição ambiente. Em geladeira, dentro de sacos de plástico perfurado, pode ser conservado por até uma semana sem grandes alterações na cor, sabor e aparência. O pepino deve ser colocado na parte inferior da geladeira. Os frutos de chuchu podem ser mantidos em condição ambiente, por 3 a 5 dias depois de colhidos, a partir de quando começam a murchar. Podem ser conservados por maior tempo, 6 a 8 dias, na parte de baixo da geladeira, embalados em saco de plástico. Os tomates se conservam bem fora da geladeira por poucos dias.Tomates vermelhos se estragam rapidamente por isso, se não forem consumidos logo, devem ser colocados na geladeira, na parte inferior, dentro de sacos de plástico perfurados. Tomates ''de vez'' devem ser mantidos em ambiente natural até o completo amadurecimento. Melão e melancia, em condições naturais podem se conservar por 10 a 15 dias, enquanto que abóboras e morangas se conservam por 3 a 5 meses. O milho-verde perde a qualidade rapidamente após a colheita. Em condição ambiente, dura no máximo um dia. Mesmo quando não se deterioram neste período os grãos ficam com o sabor e a textura prejudicados. Na geladeira, conserva-se no máximo por 3 dias. Como o milho verde suporta baixas temperaturas, ele pode ser mantido, com vantagem, na parte mais alta da geladeira. Não se esqueça de colocá-lo em saco de plástico para que os grãos não murchem rapidamente.

 .Hortaliças-legumes: feijão-vagem
    Na geladeira, armazene o feijão-vagem por no máximo 5 a 7 dias; após este período podem aparecer manchas escuras nas vagens. Não lave-as antes de armazená-las e mantenha-as em saco de plástico. Em condição ambiente conservam-se por 2 a 3 dias no máximo.

 .Hortaliças-raízes: aipim, batata-doce, cenoura, beterraba lavada e rabanete
   Em condições naturais o aipim pode ser conservado no período de 1 a 2 dias, no máximo; no entanto, quando descascado e congelado se conserva por vários meses. É importante destacar que o aipim congelado cozinha, em média, na metade do tempo quando comparado ao recém descascado. Por outro lado, as raízes de batata-doce podem ser conservadas por um longo período de tempo em condição natural, desde que o local seja seco, fresco e bem ventilado. A cenoura pode ser conservada por até 15 dias se mantida em geladeira, dentro de saco plástico perfurado. Quando em condição natural, as raízes de cenoura devem ser mantidas em local fresco e sombreado; se forem lavadas antes de colocadas na geladeira, devem ser enxugadas com um pano seco e limpo ou com papel absorvente. Quando em condição natural, a beterraba se conserva por até 1 semana, se mantida em local fresco e sombreado. Em geladeira, pode ser mantida por até 15 dias, embalada em saco de plástico perfurado. Os rabanetes murcham rapidamente, por isso devem ser mantidos preferencialmente em geladeira, dentro de sacos de plástico. Remova as folhas antes de armazená-los, pois quando estas são mantidas o produto murcha mais rapidamente. Se houver formação de gotículas de água dentro do saco, fure-o com um garfo.
  Quando mantido em condição ambiente, conserva-se por menos de uma semana, murchando primeiramente as folhas externas. Sob refrigeração pode ser mantido por várias semanas, desde que colocado dentro de sacos de plástico. Quando picado, deve obrigatoriamente ser mantido embalado ou em vasilha tampada na geladeira, conservando-se por até cinco dias.

.Hortaliças-bulbos: alho e cebola; Hortaliças-tubérculos: batata
  O alho e cebola, especialmente em résteas (vários meses) conservam-se por tempo prolongado em condições naturais, sem necessidade de refrigeração. Em condições normais o alho e cebola conservam-se por 3 a 5 semanas. Mantenha os bulbos em local seco, fresco, escuro e bem ventilado. As cebolas de sabor mais suave, ou seja menos picante, apresentam menor durabilidade, enquanto as cebolas mais picantes, conservam-se por maior período. As cebolas roxas em geral se conservam por maior tempo do que as cebolas brancas e amarelas. Não deve-se evitar guardar batatas e cebolas juntas, pois os ácidos da cebola estimulam o apodrecimento das batatas e vice-versa. Por outro lado, não se deve guardar batata na geladeira, pois temperaturas abaixo de 7ºC transformam o amido do tubérculo em açúcar e, depois de cozida, fica com sabor adocicado e também não se presta para fritar. A batata se conserva relativamente bem fora da geladeira por até 2 semanas, quando mantida em local fresco, arejado e escuro. É importante deixar os tubérculos ao abrigo da luz para evitar o esverdeamento. A parte verde pode conter a substância solanina que é tóxica. Evite armazenar a batata em geladeira pois esta quando mantida sob temperatura muito baixa fica com o sabor adocicado e escurece ao ser fritada.



terça-feira, 17 de abril de 2018

Babosa as plantas curam (Aloe vera)


Aloe vera

Essa planta possui muitos benefícios medicinais e cosméticos, conhecida popularmente sua característica gelatinosa, e utilizada pelo homem há mais de 5.500 anos como shampoo.



Descrição : Planta da família das Liliaceae, também conhecida como aloé vulgaris, aloé barbadensis, caraguatá, erva babosa, aloé perfoliata, babosa-de-botica, babosa-folha-miúda, babosa-de-jardim, caraguatá-de-jardim, Aloes (latim), aloe (inglês, ), áloe , aloés .

Herbácea que atinge até 60 centímetros de altura, de folhas carnosas, alongadas, com espinhos e com final de pontas agudas.

Existem espécies que apresentam flores amarelas.

A reprodução é feita por estolões ou mudas que crescem na base da planta, e o plantio pode ocorrer o ano todo.

O solo deve ser argiloso, com muito sol, o clima seco, com pouca água no inverno.

Parte utilizada: Seiva das folhas.

Modo de Conservar : Cortar as folhas frescas na base e colocar em um recipiente para escorrer o suco amarelo, que deve ser seco ao sol. Durante a secagem, a sua cor se altera de amarelo para ver melhor e finalmente escura, quando seco.

O bloco formado deve se armazenado em vidros fechados. Após a extração do suco amarelo, retira-se a casca da folha e sua polpa branca deve ser fatiada e colocada em uma vasilha de louça ou vidro, guardar ao abrigo da luz solar, calor, pó e umidade, ou em geladeira.

Origem : Regiões de climas quentes e áridos da América, África do norte e do sul e do sul da Europa. É encontrada também nas Ilhas Barbados. Nasce espontaneamente em várias regiões do Brasil, preferindo o clima quente.

Plantio :

Plante aloé vera num local quente e regue pouco. Sempre que precisar, terá à mão um excelente remédio de primeiros socorros.

Para libertar o gel, corte a folha com uma faca afiada a cerca de 7,5 cm da ponta. Num balcão, faça um corte vertical pelo meio da folha. Abra para descobrir o gel transparente. Recolha-o e aplique conforme necessário. Não use a seiva amarela libertada no lado da folha.

Multiplicação: Semente ou estaquia dos rizomas (mudas);

Cultivo: Originária da África e Ásia. Prefere clima quente e úmido, solos arenoargilosos, arejados e com relativa matéria orgânica. Não suporta excesso de água, por isso a irrigação deve ser moderada;

Colheita: As folhas são colhidas à noite.

Princípios Ativos: Polissacárido (glucose); prostaglandinas (ácidos gordos cíclicos e oxigenados); outros ácidos gordos (gama-linoleico); prostaglandinas; enzimas (amilase); antraquinonas (aloína); aminoácidos essenciais (lisina, isoleucina, fenilanina, valina, leucina, mettionina, triptofano e teonina); aminoácidos não essenciais (acido aspartico, ácidoglutâmico, alanna, prolina, histidina, serina, glicina, arginina, tirosina); vitaminas (vitaminas A, B1, B5, B6, B12, C, E); sais minerais (cálcio, fósforo, cobre, ferro, magnésio, manganês, potássio, sódio, titânio, zinco, iodo, enxofre, níquel, boro). Barbalodina; aloquinodina; emodina; aloetina; ácido pícrico; resinas.

Propriedades medicinais: adstringente, anestésica, anticancerígena, anti-hemorrágica, anti-inflamatório, antioftálmica, antí-pruritico, antisséptica, antitóxico, bactericida, cicatrizante, colerética, dilatadora capilar, emoliente, estimulante gratulatório, fungicida, hidratante, limpador natural, proteolítico, virucida, vulnerária.

Indicações: A babosa é muito boa para o cabelo no tratamento da seborreia e também a acne, alopecia, aids, anemia, arteriosclerose, artrite, colite, constipação, cancro (de pele, digestivo e do cólon), dermatite, disenteria, doenças dos olhos, dor de cabeça, dor muscular, erupção cutânea, esclerose múltipla, estimulante do crescimento, ferimentos externos, gripe, hipertensão, hidratar a pele, infecção de pele, inflamação em geral, inflamação intestinal, insônia, pé de atleta, problema digestivo, queda de cabelo, queimaduras do sol e do fogo, reumatismo, rins, tuberculose, úlceras pépticas e estomacais.


Babosa Caraguatá

Contraindicações/cuidados: Uso interno para crianças, mulheres grávidas, que amamentam, no período da menstruação (provoca congestionamento dos órgãos pélvicos), com inflamações uterinas e ovarianas, predisposição ao aborto, também para aqueles que sofrem de hemorróidas, fissuras anais, cálculos da bexiga, varizes, afecções renais, enterocolites, apendicites, prostatites, cistites, disenterias, nas nefrites. Ter cautela no uso interno, pois em doses acima do normal podem provocar nefrites. O uso externo deve ser preferido. O uso externo da polpa ocasionalmente pode ressecar excessivamente a pele, neste caso é também contraindicada para tratamento de doenças cutâneas.

- Ocasionalmente dores abdominais, fortes diarreia (que os defensores do uso afirmam ser o “efeito limpeza”) e, em doses elevadas, pode causar inflamação nos rins.

- O uso interno prolongado provoca hipocalemia, diminui a sensibilidade do intestino, necessitando aumento gradativo da dose, ocasionando o surgimento de hemorróidas. Pode causar irritação dérmica e ocular, além de intoxicação aguda, podendo levar à morte. 8 g do pó pode até levar a morte. - Em doses elevadas podem ocorrer desmaios, hipotensão, hipotermia e nefrite.


Formulação Caseira da Resina da Babosa.

Modo de usar:

- Folha; seiva e polpa: queimadura, antioftálmica, entorse, contusão, retite, hemorroida, dor reumática, queda de cabelo.

- resina, polpa, tintura e suco das folhas: anti-inflamatória; analgésica; antisséptica; emoliente; adstringente; colerética; vulnerária e anticancerígena.

Uso interno:

- suco fresco: anti-helmíntico;

- resina (deixa-se as folhas penduradas com a base cortada para baixo por 1 ou 2 dias, esse sumo é seco ao fogo ou ao sol. Quando bem seco, pode ser transformado em pó): 0,1 a 0,2 g dissolvido em água com açúcar, como laxante;

Uso externo:

- cataplasma 3 vezes ao dia: queimadura;

- supositório: retite, hemorroida;

- tintura (50 g de folhas descascadas, trituradas com 250 ml de álcool e 250 ml de água. Coar em seguida): usar em compressas e massagens nas contusão; entorse, dor reumática.



BANHO DE ASSENTO DO CHÁ DA BABOSA

Modo de preparar

Extrair a polpa da folha com uma colher.

Colocar três colheres das de sopa da polpa em meio litro de água em fervura.

Desligar o fogo.

Deixar abafado por alguns minutos.

Quando e como usar

Indicação: Hemorróidas.

Modo de usar:

Adicionar o chá na água morna e fazer banho de assento por vinte minutos à noite. Nas crises, fazer dois banhos. Repetir o tratamento durante o tempo necessário à cura ou alívio.
Forma do Chá : Infusão

Forma de Uso : Banho de Assento

Partes Usadas : Folhas








quinta-feira, 12 de abril de 2018

Cultivando Hortaliças em Ambiente Protejido



As adversidades climáticas, especialmente precipitações freqüentes e intensas ou então estiagens, altas e baixas temperaturas, tem sido cada vez mais comum nos últimos anos em todo o mundo. Segundo o Instituto de Pesquisas Espaciais (INPE), as previsões para os próximos anos não são nada animadoras. Pelo contrário, existe forte tendência de que estas adversidades climáticas se intensifiquem ainda mais. Precipitações de 80 a 100 mm, historicamente de quase um mês, em menos de dois dias, tem sido cada vez mais comum em quase todas as regiões produtoras de hortaliças; o aumento da temperatura das águas do oceano atlântico devido ao aumento do aquecimento global explica, em grande parte, este fato. Em função disso, é fundamental o uso de práticas que minimizem o máximo possível os prejuízos nas hortaliças, espécies muito sensíveis às mudanças climáticas.
    Toda a prática que visa a proteção das plantas cultivadas e do solo de chuvas frequentes e torrenciais, altas temperaturas, frio e ventos, é denominada de cultivo protegido, proporcionando maior rendimento, melhor qualidade das hortaliças e menor ocorrência de doenças, pragas e plantas espontâneas, sendo por isso, altamente recomendável para o sucesso no cultivo orgânico de hortaliças.

Cobertura com plástico: o cultivo protegido, seja através de abrigos de plástico (Figura 1) ou mesmo túneis baixos (Figura 2), principalmente para produtores especializados em produção de mudas orgânicas, é fundamental para o sucesso da atividade. Para maiores informações sobre a construção e manejo destes abrigos, bem como a proteção dos ventos dominantes visando a produção de mudas e também para o plantio definitivo de vários cultivos tais como tomate, pimentão, alface, pepino e outras espécies no cultivo orgânico, sugere-se o contato com pesquisadores da Epagri/Estação Experimental de Itajaí, em Santa Catarina.


Figura 1. Produção de mudas de hortaliças em bandejas de isopor protegidas por um abrigo de plástico
   
 Para espécies de porte baixo, como alface, morango, beterraba e outras, pode-se utilizar o túnel baixo (Figura 2), sustentado em arcos de arame (nº 6), bambu, madeira, mangueira ou outros materiais.


Figura 2. Túnel baixo com cobertura de plástico no cultivo do morangueiro

Cobertura com sombrite: no verão, deve-se utilizar sombrite (tela que deixa passar 50 a 70% da luz), diminuindo com isso a radiação solar nas horas mais quentes, especialmente no verão, e os efeitos danosos das chuvas torrenciais sobre as plantas (Figura 3). É muito importante fazer um bom manejo retirando total ou, parcialmente, a proteção em dias nublados e nas horas mais frescas e colocando-a nas horas mais quentes do dia (11 às 16 horas) e quando houver previsão de chuvas torrenciais, que ocorre normalmente no verão.


Figura 3. Cultivo de alface com proteção de sombrite

Cobertura morta: consiste na cobertura do solo com palha ou com capim seco nas entrelinhas (Figuras 4, 5 e 6). Além de proteger das chuvas torrenciais, especialmente no verão, a cobertura diminui a temperatura do solo, favorecendo o desenvolvimento das hortaliças, mantém a umidade do solo por mais tempo e diminui o crescimento de plantas espontâneas. A maioria das plantas não absorve mais água com temperatura acima de 32ºC e, por isso, param de crescer. Trabalhos de pesquisa comparando cultivos em solo descoberto com aqueles protegidos com cobertura morta, mostraram que neste último sistema de produção as temperaturas no solo chegam a diminuírem até 10ºC. Uma camada de 2 cm de palha na superfície já protege o sistema poroso do solo, garante a infiltração de água e a entrada de ar e mantém a temperatura do solo mais amena. Com 5 a 10cm nas entrelinhas as culturas pouco sofrem quando ocorrem as estiagens.


Figura 4. Cobertura morta com casca de arroz no cultivo do morangueiro


Figura 5. Cultivo de repolho em cobertura morta: palha de milho


Figura 6. Cultivo de couve-flor em cobertura morta: palha de arroz

Outros tipos de cobertura: TNT é a sigla para Tecido Não Tecido, ou seja, é um tecido produzido a partir de fibras desorientadas que são aglomeradas e fixadas, não passando pelos processos têxteis mais comuns que são a fiação e a tecelagem (ou malharia). Na agricultura, é utilizado em cobertura de canteiros de fumo, na fase de formação de mudas.   
   Este tipo de material é barato e muito utilizado em decorações de festas em geral, sendo encontrado em diversas cores. Existem dois tipos distintos, os duráveis e os não duráveis, podendo ambos serem produzidos a partir de fibras naturais (ex.: algodão, lã) ou sintéticas (ex.: poliéster, polipropileno).
    A proteção dos frutos, através do ensacamento das pencas, é recomendável, utilizando-se sacos de papel encerado ou TNT. Especialmente no cultivo de tomate, uma das espécies mais atacadas por pragas (broca pequena e traça) e sensível as adversidades climáticas (chuvas torrenciais, granizo e vento) o TNT é uma ótima opção para obter-se frutos de boa qualidade (Figura 7). Sacos com dimensões de 45cm x 35cm são os ideais para proteger as pencas, colocando-os quando as inflorescências estão com seis a oito flores.


Figura 7. Ensacamento de pencas de tomate com sacos de TNT para proteger os frutos das brocas, traças e outros insetos e das adversidades climáticas

   Diversos outros tipos podem ser utilizados para proteção do sol forte que ocorre na primavera e verão, quando a luminosidade é mais intensa e a duração do dia é maior. Dentre esses destacam-se: talagarça de algodão ou náilon, palha ou capim seco e saco de aniagem. Recomenda-se, sempre que possível, utilizar materiais que estejam mais disponíveis na propriedade ou nas proximidades.

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sexta-feira, 6 de abril de 2018

Aveia as plantas curam (Avena sativa)



Avena sativa
Mais conhecida como alimento, a aveia é uma importante planta medicinal, com efeitos positivos no sistema nervoso. Boa fonte de vitamina B c de vitamina E, é absorvida devagar pela corrente sanguínea, tem um baixo teor de glicose e favorece o equilíbrio dos níveis de açúcar no sangue.

Descrição : Planta da família das família Poaceae, também conhecida como aveia cultivada. Herbácea cujo caule atinge de 50 cm à 1,50 metros de altura. Folhas longas formadas por uma bainha que envolve o caule. As inflorescências aparecem na ponta do caule e se ramificam irregularmente, apresentando espigas pendentes. Os frutos são oblongos, afilados nas extremidades, ricos em amido de grãos compostos e simples. Sua semeadura, geralmente, deve ocorrer no outono e no fim do inverno. Deve ser ceifada quando a planta estiver seca e separados os grãos da palha, por meio da debulha. Para obter o leite natural da aveia, o fruto deve ser colhido antes de a planta secar.

Parte utilizada: Parte aérea, sementes.

Modo de Conservar : Os frutos podem ser utilizados ainda verdes ou secos ao ar livre e guardados em sacos de papel ou pano.

Origem : Supõe-se que seja nativa das regiões orientais da Europa e ocidentais da Ásia, é conhecida no mundo todo.

Princípios Ativos: Ácidos avênicos A e B, ácido pantotênico, ácido salicílico, albuminas, amido, apigenina, avenacosídeos A e B, carboidratos, carotenos, enzimas, fibras, glicídios, gluconinas, isoorientina, lipídios, maltose, niacina, óleos fixos (fonte de vitamina E), proteínas, sais minerais (sódio, fósforo, cálcio, ferro), vitamina B1 e B2, vitexina.

Propriedades medicinais: ansiolítica, antidepressiva, anti-hemorroidais, antirreumática, antidiabética, aperiente, calmante, cicatrizante, digestiva, diurética, emoliente, expectorante, hepatoprotetora, hipotensora, laxante, nutritiva, refrescante, remineralizante, tônico reconstituinte nervoso, vitaminizante.

Indicações: Acalmar dores reumáticas, aumentar a lactação, ciática, cólica, dar brilho ao cabelos; convalescentes de doenças graves, de operações e de diarreia violentas; desinflamar as mucosas e deter diarreia; dores de garganta e do tórax, diabete, eczema, esclerose, estimular o apetite, estimular a energia física e psíquica e a capacidade de concentração; evitar o cansaço e reduzir a necessidade de sono; facilitar a digestão e regular os intestinos; fadiga nervosa, frieiras, gota, gripe, hipertensão, impigens; insônia, nervosismo, perturbações hepáticas, prevenir a cárie dentária, queda de cabelo, reduzir a atividade tiroidiana, reduzir colesterol, rouquidão, tosse.

Problemas nervosos - A aveia pode melhorar a resistência nervosa e combater um estado depressivo. O seu uso tradicional atribui uma ação antidepressiva às sementes secas e à planta fresca, podendo ambas ser úteis quando a falta de ânimo está associada a ansiedade e esgotamento nervoso, sobretudo na menopausa. A planta fresca é tonificante para fragilidades nervosas e pode melhorar o sono agitado devido ao cansaço. A aveia também ajuda quando se deixa o tabaco ou as drogas.

Eczema Com as sementes secas, faz-se uma decocção para aliviar eczemas. Ponha as sementes num saco de musselina na banheira — a ação emoliente e calmante das sementes alivia a comichão e nutre a pele.

Modo de usar:

- "in natura" misturada ao leite, com sucos de frutas ou pura, no preparo de broas e bolos, sopas, mingaus e flocos de cereais industrializados; Os grãos são usados para preparar diversos uísques e, em alguns países, na fabricação de cerveja;

- na fabricação de cremes e máscaras emolientes, tônicos para a pele e xampus;

- germe de aveia: reduz níveis de colesterol do sangue;

- decocção da palha de aveia adicionado à água de banho: acalmar dores reumatismais, ciática, perturbações hepáticas, eczema, frieiras, impigens;

- decocção de três punhados de aveia em um litro e meio de água, ferver até que se reduza a um litro. Beber durante o dia: diurético, hidropisia;

- decocção de 50g de aveia (depois de lavada em água corrente) em um litro de água, Ferver até o líquido reduzir à metade, filtrá-lo e adoçá-lo com mel. Beber em xícaras durante o dia: diarreia; Na água de banho (sem adoçar), pode se usar um litro do decocto: emoliente, refrescante;

- decocção de 30 g da palha em 1 litro de água: aumentar a diurese;

- infusão das folhas: tosse, gripes, rouquidão, cólicas, queda e brilho dos cabelos, fadiga nervosa, depressão, ansiedade, insônia e convalescênça; auxiliar no tratamento da diabetes e preventivo de arteriosclerose e hipertensão; reumatismo, dores ciáticas, perturbações hepáticas, reduzir níveis de colesterol; facilitar a digestão, regular o intestino, auxiliar em casos de prisão de ventre e hemorróidas, estimular o apetite, atenuar dores no tórax e na garganta; prevenir a cárie dentária;

- infusão de um punhado de palha de aveia triturada em um litro de água. ferver, por 20 minutos. Beber durante o dia: ácido úrico;

- infusão de duas a três colheres de café de flocos de aveia por chávena de água; tomar três vezes por dia: estimular o apetite e atenuar as dores de garganta e do tórax; fadiga nervosa, nervosismo, insônia, reduzir a atividade tiroidiana, coadjuvante na diabete, esclerose, hipertensão;

- compressas: ferver dois punhado de farinha de aveia em pouco vinagre. Colocar a papa sobre uma gaze, aplicando-a sobre o local afetado: lumbago, tosse catarral; Uso externo: Adiciona-se à farinha de aveia, pequena quantidade de água (suficiente apenas para formar uma pasta). Aplicar sobre a pele e também em pequenas mordeduras de insetos, tratamento da pele, emoliente;

- ferver 1 colher de sopa de aveia em água até ter consistência de mingau. Tomar 2 a 3 xícaras de chá ao dia; cataplasma no peito para catarros bronquiais.

Aveia


Efeitos colaterais: O farelo de aveia aumenta o volume fecal; O aumento da frequência da evacuação pode conduzir à irritação perineal; Pode produzir gases, provocando distensão abdominal e flatulência; O consumo adequado de fluidos é recomendado para garantir hidratação e dispersão das fibras no trato gastrointestinal. Dermatite de contato provocada pela farinha da aveia também foi relatada; Um estudo foi publicado associando anafilaxia recorrente, induzida por exercício e com risco de vida, com grãos contendo a proteína gliadina, incluindo a aveia; O papel da aveia na dieta de pacientes com doença celíaca é controversial; A aveia possui uma proporção menor de proteínas imunogênicas de armazenamento do que o trigo, a cevada e o centeio, e as proteínas derivadas da aveia são digeridas mais facilmente pelas proteases no intestino. Mais além, as prolinas encontradas na aveia, as aveninas, também são digeridas mais facilmente pelas proteases do intestino.

Esta facilidade conduz à degradação rápida de peptídios potencialmente prejudiciais à saúde, que também podem ajudar a impedir a iniciação de uma resposta imunológica contra a aveia no intestino delgado. Um estudo em longo prazo de pacientes adultos com doença celíaca não mostrou nenhum efeito significativo na morfologia do virus do duodeno, na infiltração de células inflamatórias na mucosa duodenal, ou nos títulos sorológicos após 5 anos. O consumo de aveia diário ideal era 50 a 70 g.

Similarmente, um estudo sobre o uso da aveia em crianças com doença celíaca recentemente diagnosticada, mostrou que a ingestão de quantidades moderadas de aveia não preveniu a cicatrização da mucosa intestinal ou uma redução da imunidade humoral.

Entretanto, uma atrofia dos virus, induzida pela aveia, já foi relatada em pacientes com doença celíaca. Cinco pacientes mostraram níveis positivos do interferon gama-mRna após o uso da aveia. Um paciente desenvolveu uma atrofia parcial do virus e uma reação de irritação local (rash) durante o estudo. Subsequentemente, os sintomas desapareceram quando a paciente manteve uma dieta livre de aveia, mas desenvolveu uma atrofia subtotal do vilos e uma dermatite dramática durante unia tentativa do uso da aveia. Estudos sugerem que a aveia é segura para pacientes com dermatite herpetiforme. Estes estudos são confirmados pela evidência imunológica disponível.

Interação medicamentosa: Droga alimento: Em 2 pacientes com hipercolestero-lememía, a ingestão concomitante de 50 a 100g de farelo de aveia e 80mg de lovastatina conduziu a um aumento do colesterol LDL comparado com o uso da lovastatina sozinha. Acredita-se que uma reação similar pode ocorrer com o uso concomitante de outros inibidores da enzima HMG-CoA redutase (estatinas) e da aveia.




quarta-feira, 28 de março de 2018

Cultivo de Hortaliças Orgânicas (parte 5)



Uma planta bem alimentada e manejada considerando todas as suas necessidades, é mais resistente às pragas e doenças. Por isso, pode-se trocar o nome de "pragas e doenças" para "indicadores de mau manejo". A ocorrência de insetos, ácaros, nematóides, fungos, bactérias e de vírus são a conseqüência e não a causa do problema.
   Através da teoria da trofobiose (trofo=alimento e biose= existência de vida) aprende-se que: todo e qualquer ser vivo só sobrevive se houver alimento adequado disponível para ele . Em outras palavras, a planta ou a parte da planta cultivada só será atacada por insetos e doenças quando houver na seiva, exatamente o alimento que eles precisam. Esse alimento é constituído, principalmente, por aminoácidos, açúcares redutores, esteróis, vitaminas e outras substâncias simples livres e solúveis. Os insetos e os fungos possuem poucas enzimas e essas apenas conseguem digerir substâncias simples presentes na seiva da planta. Para que a planta tenha uma quantidade maior de aminoácidos (substâncias simples), basta tratá-la de maneira errada: adubações desequilibradas com substâncias de alta solubilidade, aplicações de agrotóxicos, estresses e outros.
   Na agricultura orgânica, as plantas espontâneas, as pragas e as doenças surgem como um sinal de desequilíbrio que são as verdadeiras causas dos problemas. O controle dos efeitos, mesmo com métodos naturais, causa desarmonia, pois, além de exterminar as pragas, elimina também seu inimigos naturais e outros insetos benéficos (abelha, mamangaba ou mamangava, minhocas, entre outros). Por isso, em agricultura orgânica, trata-se as causas para que os resultados sejam os mais duradouros e equilibrados possíveis.

. Manejo das principais doenças, pragas e plantas espontâneas
   Para manejo de doenças, pragas e plantas espontâneas recomenda-se diversas práticas descritas a seguir.

. Práticas preventivas
  A prevenção é a maneira mais fácil de se manejar as doenças, as pragas e as plantas espontâneas que ocorrem na horta, pois prevenir é melhor que remediar. Dentre essas, destacam-se:
-escolha correta do local para a horta - a área deve ser bem drenada e ensolarada, pois os raios solares auxiliam no manejo de doenças e pragas;
-correção e adubação correta do solo, pois as plantas bem nutridas são mais resistentes. Preferencialmente, deve-se usar adubação orgânica, pois além de fornecer nutrientes, melhora o solo;
-uso de variedades resistentes às doenças (Figura 1) e às pragas, semeadas/plantadas na época correta;
-utilizar sistema de semeadura/plantio adequado; usar espaçamentos maiores para espécies com muitos problemas de doenças e pragas como o tomate, empregando o tutoramento vertical, sempre no sentido norte-sul;
-eliminação e destruição (enterrando ou fazendo compostagem) de restos de culturas e plantas espontâneas, pois essas podem ser hospedeiras de doenças e pragas, aumentando a sua incidência na próxima safra;
-irrigação sem excessos;
-em áreas ainda não infestadas de plantas espontâneas fazer o manejo preventivo cuidando para não deixar sementar, arrancando-as inteiras e retirando-as da área. Evitar a incorporação de esterco não curtido, pois dissemina inços através de sementes;
-fazer rotação e consorciação de culturas (Figura 2);
-o uso de abrigos e cobertura morta, além de proteger as plantas das adversidades do clima (chuvas torrenciais, temperaturas elevadas e frio), desfavorece o aparecimento de pragas e doenças;
-a cobertura do solo ao reduzir o contraste entre a cor verde da planta e a cor do solo (palha seca, casca de arroz e serragem) diminui a incidência de pulgões.

Figura 1. A escolha de variedades resistentes às doenças da folhagem é uma maneira de prevenir a ocorrência de doenças em batata. 


Na foto, a variedade de batata SCS 365 – Cota (à esquerda) lançada pela Epagri em 2008 para o cultivo orgânico, na Estação Experimental de Urussanga, é muito mais resistente ao sapeco da folhagem (requeima) quando comparada com a variedade Ágata (à direita), totalmente destruída, apesar de ser a mais cultivada no Brasil.


 Figura 2. Rotação de culturas com milho-verde (gramínea) consorciado com mucuna (leguminosa) reduz doenças e pragas, inibe a presença de plantas espontâneas (ex.: tiririca, picão preto e branco, capim carrapicho e capim paulista), protege o solo contra a erosão, melhora a fertilidade do solo e, ainda recicla nutrientes devido ao sistema radicular profundo da mucuna

. Controle mecânico
Consiste na destruição de focos de doenças, pragas e plantas espontâneas através de meios mecânicos e algumas práticas culturais. Dentre essas destacam-se:
-eliminar e destruir (enterrio ou uso em compostagem) através de visita diária a horta, plantas doentes (ramos, folhas e frutos doentes) e/ou atacadas por pragas, evitando-se a disseminação rápida de doenças e pragas;
-catação manual e destruição de larvas, insetos adultos e ovos depositados nas folhas. A lagarta rosca se esconde no solo durante o dia, próximo à planta cortada; para encontrá-la e destruí-la basta cavar o solo ao redor da planta cortada à cerca de 10 cm de profundidade;
-através da irrigação, utilizando-se jatos fortes de água, pode-se reduzir a ocorrência de pulgões, ácaros, tripes e lagartas do cartucho do milho, pragas que aparecem mais em condições de estiagem;
-a colocação de sacos de aniagem, umedecidos com leite, entre os caminhos da horta, no final do dia, atrai lesmas e caracóis. Deve-se fazer o recolhimento pela manhã, combatendo-os com cal virgem ou sal. A aplicação de cal virgem em faixas ao redor dos canteiros é outra opção de manejo (Figura 3);
-destruição de plantas espontâneas – capinas superficiais de algumas plantas espontâneas como a tiririca ou junça e grama seda tem pouco efeito. Em áreas pequenas, deve-se arrancar as plantas inteiras, usando-se ferramentas apropriadas;
-manejo das plantas espontâneas pela alelopatia – alelopatia é a influência benéfica ou prejudicial de uma planta sobre outra. Certas plantas produzem substâncias denominadas de aleloquímicos e são lançados no solo ou no ar que podem interferir na germinação, crescimento e no desenvolvimento da planta afetada. A mucuna, utilizada como adubo verde e também em sistemas de rotação de culturas, é um exemplo de planta cultivada que afeta várias plantas espontâneas. O feijão de porco (Figura 4), a exemplo da mucuna, também utilizado como adubo verde, é outro exemplo de planta cultivada que afeta a tiririca. A palha de aveia-preta prejudica o desenvolvimento do papuã (capim doce, capim marmelada) e do milhã (capim pé-de-galinha). O nabo forrageiro inibe o capim papuã. O sufocamento das plantas espontâneas através de cobertura mortas sobre o solo ou mesmo adubação verde, dificultando a emergência das mesmas, é uma prática eficiente.
-manejo de plantas espontâneas em canteiros com folhas de papel - após o preparo do canteiro, cobre-se o mesmo com jornal (1 folha apenas) ou papel pardo em toda a extensão e sobre esta aplica-se 1 a 2cm de composto orgânico peneirado. Faz-se a semeadura a lanço ou no sulco e cobre-se as sementes com 1 a 2cm de composto peneirado em malha grossa ou uma camada de 1 a 1,5cm de serragem ou ainda casca de arroz. Recomenda-se este sistema especialmente para as culturas que possuem sementes pequenas e germinação mais demorada, como a cenoura e salsa, e que são semeadas diretamente no canteiro, com objetivo de atrasar a emergência das plantas espontâneas na fase mais crítica (até 25 a 30 dias após a semeadura).

 Figura 3. Controle de lesmas com cal virgem(Foto: José Maria Milanez)



 Figura 4. Feijão de porco, além de melhorar a fertilidade do solo, é uma opção de manejo da tiririca através da alelopatia

. Cultivo protegido
- Ensacamento de frutos: os frutos de tomate são atacados por brocas (grande e pequena) e traças, depreciando-os comercialmente. O ensacamento dos frutos surge como alternativa (Figura 5). As inflorescências são ensacadas quando apresentam em torno de seis flores. As embalagens podem ser de papel glassine opaco e impermeável, de polipropileno perfurado e de TNT (tecido-não-tecido) encontradas em lojas comerciais.


 Figura 5. Ensacamento de pencas de tomate com sacos de TNT para proteger os frutos das brocas, traças e outros insetos e, das adversidades climáticas

. Manejo cultural
   Consiste no manejo de pragas, doenças e plantas espontâneas através do cultivo de outras espécies que as atraem ou repelem.
-Broca das cucurbitáceas e vaquinha - o cultivo de abobrinha caserta - abobrinha de moita (Figura 6) atrai estas pragas, devendo-se tomar o cuidado de eliminá-la quando muito atacada pela broca para não haver disseminação. O porongo verde (planta trepadeira com folhas parecidas com as de abóbora), cortado ao meio, e a raiz de tajujá ou tayuyá (planta trepadeira com folhas parecidas com melancia), cortada em fatias (10cm), espalhadas na horta também atraem a vaquinha. A seiva ou o líquido existente na raiz do tajujá atrai a vaquinha, fazendo com que não ataquem a planta cultivada. Tanto no caso do porongo como na raiz de tajujá, usadas como iscas, deve-se renová-las regularmente;
-Borboleta da couve - a hortelã e o alecrim repele a borboleta da couve que põe os ovos dando origem às lagartas que comem as folhas;
-Insetos e nematóides - o cravo-de-defunto ou tagetes, devido às suas glândulas aromáticas, repele muitos insetos e mantém o solo livre de nematóides;
-Ratos e formigas - a hortelã, quando plantada na bordadura dos canteiros e em volta da casa e/ou paióis, repele essas pragas. Um bom método natural para espantar as formigas é espalhar sementes de gergelim em torno dos canteiros. Para as formigas cortadeiras recomenda-se cortar e distribuir folhas de gergelim em locais de passagem das mesmas, próximos aos olheiros do formigueiro; as formigas carregam as folhas para o formigueiro e intoxicam os fungos que servem de alimento para elas. Em quatro a cinco dias cessam suas atividades;
-Insetos em geral - alho, manjerona, camomila e mal-me-quer plantados no meio da horta inibem a presença de insetos;
-Moscas brancas – o uso de plantas repelentes como tagetes ou cravo-de-defunto, hortelã e arruda, quando o ataque é pequeno, tem boa eficiência;
-Plantas espontâneas - o feijão de porco, a aveia-preta e a mucuna diminuem a presença de plantas espontâneas que ocorrem na horta.


Figura 6. Abobrinha italiana (cv. caserta) atrai a broca das cucurbitáceas e vaquinha

-Plantas de cobertura do solo – são espécies que exercem importante papel na conservação do solo, no suprimento de nutrientes como nitrogênio, fósforo e potássio, no equilíbrio das propriedades do solo e no manejo de plantas espontâneas. As plantas das espécies de cobertura (ex.: aveia e mucuna) afetam diretamente a emergência das sementes e o crescimento das plantas espontâneas, podendo, quando a cobertura do solo estiver acima de 90%, reduzir o número de plantas espontâneas em até 75%.

 . Manejo de pragas com auxílio dos inimigos naturais
  Os inimigos naturais são insetos, fungos, bactérias, vírus, nematóides, répteis, aves e mamíferos pequenos. Os animais que comem insetos na forma larval e adulta, não são poucos.
    Todas as pragas das culturas têm seus inimigos naturais que as devoram ou destroem. Daí a importância de diversificar os cultivos (rotação, sucessão e consorciação de culturas) e preservar refúgios naturais como matas, cercas vivas e capoeiras para manter a diversidade natural da fauna (ácaros predadores, aranhas, insetos, anfíbios, répteis, aves e mamíferos). Todos fazem parte do grande conjunto natural e cada um contribui para manutenção do equilíbrio na natureza.
    Entre as espécies de plantas que servem de refúgio dos inimigos naturais, destacam-se: o menstrato (Ageratum conyzoides), a beldroega (Portulaca oleracea), o caruru (Amaranthus viridis), o nabo forrageiro (Raphanus raphanistrum) e o sorgo granífero (Sorghum bicolor). No caso do sorgo, suas panículas em flor favorecem o abrigo e a reprodução de insetos como percevejo Orius insidiosus que é predador de lagartas, ácaros e tripes da cebola. Há no entanto, plantas que são desfavoráveis à preservação e ao aumento de inimigos naturais das pragas, como: mamona, capim, grama seda, capim amargoso, guanxuma, tiririca, picão branco e carrapicho carneiro.
Entre os insetos, os inimigos naturais mais conhecidos são as joaninhas (Figura 7) e as vespinhas que parasitam especialmente pulgões, cochonilhas e lagartas.

Figura 7 . Joaninha: inimigo natural de pulgões

    Outros exemplos de inimigos naturais e os principais depredados ou destruídos são:
. percevejos - lagartas e seus ovos;. moscas - lagartas, seus ovos e outras pragas;. coleópteros : lagartas e percevejos;. louva-a-Deus, joaninha e vespinhas - pulgões;. peixes – larvas de pernilongos;. fungos – larvas e nematóides;. garças – moluscos e insetos;. pica-pau – insetos;. tamanduá – formigas e cupins;
. outros animais que se alimentam de insetos – galinha d'angola, morcegos, lagartas, sapos, rãs, tatus e pássaros (andorinhas, anus, bem-te-vis, corruíras, beija-flor, e tesouras).

 . Manejo de pragas pela eliminação de hospedeiros naturais
    Muitas pragas são facilmente controladas desde que se elimine nas redondezas da culturas, as plantas que são seus hospedeiros naturais. Esses hospedeiros mantém e multiplicam as pragas durante todo o ano, mantendo o seu ciclo de vida. Uma vez eliminados os hospedeiros naturais, seu ciclo é quebrado e as pragas desaparecem. É o princípio de "matar o inseto-praga de fome".

 . Controle biológico
   Toda a praga possui inimigos naturais que dela se alimentam. O controle biológico usa inimigos naturais que possam causar a mortalidade da praga, ao ponto de controlá-la, e que possam, ao mesmo tempo ser manipulados pelo homem. Como exemplo pode ser citada a bactéria Bacillus thuringiensis que atua sobre várias larvas e lagartas, especialmente a broca das cucurbitáceas, a broca do fruto do abacaxi, a lagarta do maracujá, a broca grande, a broca pequena e a traça do tomateiro, o curuquerê da couve, a traça das crucíferas e a broca-das-figueiras. As bactérias atuam como "veneno estomacal" para as lagartas, inicialmente deixando de se alimentar para posteriormente morrerem. Entre os produtos vendidos comercialmente nas lojas agropecuárias, destaca-se o dipel.

 . Manejo de pragas e doenças com "inseticidas" e "fungicidas" caseiros
    Um dos princípios básicos da produção agroecológica de alimentos é a não dependência de insumos externos que, na sua grande maioria, são importados e custam caro. Daí a importância dos preparados caseiros à base de plantas, facilmente elaborados na propriedade.
  É importante ressaltar, no entanto, que plantas saudáveis produzidas em ambientes equilibrados, normalmente são menos atacadas por pragas e doenças. Por isso, recomenda-se utilizar esses produtos naturais, somente quando realmente for necessário. A maior parte das pragas ataca geralmente na primavera, estação do ano de fertilidade e de grande atividade na natureza. Elas causam vários danos nas plantas, além de favorecerem o surgimento de doenças, principalmente as fúngicas.
  Em matérias antigas já postadas neste blog em 13 e 22/12/2010, estão descritos os diversos produtos alternativos que podem serem preparados na propriedade.

Figura 8. Cavalinha-do-campo e urtiga: plantas medicinais utilizadas para a nutrição de plantas e que estimulam a resistência às doenças e pragas

 Figura 9. Camomila: planta medicinal usada no manejo de doenças fúngicas

Figura 10. Buganville, primavera ou maravilha: planta ornamental utilizada para o manejo do vírus vira-cabeça em tomateiro